Apadrinhamento de Natal: como receber uma criança acolhida nas festas

Por Equipe CEVAM · 29 de outubro de 2026 · 5 min de leitura

O Apadrinhamento de Natal é uma campanha anual do CEVAM em que famílias credenciadas recebem uma criança ou adolescente acolhido durante as festas de fim de ano. É temporário, tem começo e fim definidos, e para muitas dessas crianças é o primeiro Natal vivido dentro de uma casa.

Como funciona

A criança sai da unidade de acolhimento e passa o período combinado com a família madrinha: a véspera, a ceia, a manhã do dia 25, às vezes alguns dias a mais. Depois, volta para a instituição. Tudo acontece dentro das regras do Programa Com Viver e com acompanhamento da equipe técnica.

Atualmente, cerca de 102 crianças participam dessa modalidade.

Quem pode participar

Os requisitos são os mesmos do apadrinhamento contínuo: ter 18 anos ou mais, apresentar certidões negativas de antecedentes criminais, passar pela entrevista com a psicóloga do programa e pela visita técnica em casa. Estado civil não importa.

Ou seja, não basta se oferecer na semana do Natal. O credenciamento tem etapas e elas levam tempo.

Por isso, não deixe para dezembro. As vagas e os prazos variam a cada ano. Se você quer receber uma criança neste Natal, deixe seu contato agora ou ligue para o CEVAM no (31) 3224-1022.

O que esperar desses dias

Cada criança reage de um jeito. Algumas chegam falantes e curiosas, querem conhecer cada canto da casa. Outras ficam quietas nas primeiras horas, observando tudo. As duas reações são normais.

Algumas coisas ajudam:

  • Inclua a criança na preparação. Montar a árvore, ajudar a pôr a mesa, escolher a sobremesa. Participar faz a criança sentir que pertence àquele momento, e não que está só de visita.
  • Apresente as pessoas com calma. Uma ceia com trinta parentes pode ser demais logo de início. Se a família for grande, explique quem é quem.
  • Não force intimidade. Abraços, apelidos, perguntas sobre a família de origem: deixe que a criança dê o ritmo.
  • Garanta um canto só dela. Uma cama arrumada, um lugar para deixar a mochila. Pequenos sinais de que ela é esperada.

E os presentes?

Presente é bem-vindo, mas não precisa ser caro. Muitas vezes, o que a criança mais guarda é algo pessoal: um livro com dedicatória, uma foto do dia impressa, uma roupa escolhida para ela.

Vale evitar exageros. A criança volta para uma instituição onde convive com outras crianças, e uma diferença muito grande de presentes pode gerar desconforto. Na dúvida, pergunte à equipe do CEVAM o que faz sentido.

O cuidado mais importante: não prometer o que não pode cumprir

No clima das festas, é fácil dizer "ano que vem você volta" ou "vamos te visitar sempre". Se isso não for acontecer, não diga. Para uma criança acolhida, promessa quebrada pesa muito mais do que a falta de promessa.

Se a experiência for boa para todos e você quiser continuar, converse com a equipe técnica sobre o apadrinhamento afetivo contínuo. Muitos padrinhos começam exatamente assim.

Não pode receber uma criança este ano?

Tudo bem. Você ainda pode ajudar: divulgando a campanha entre amigos e colegas de trabalho, falando do CEVAM na sua empresa ou entrando em contato para saber de outras formas de apoio.

Saiba mais na página da campanha de Natal.