Não posso apadrinhar agora: outras formas de ajudar crianças acolhidas

Por Equipe CEVAM · 29 de outubro de 2026 · 5 min de leitura

Apadrinhar pede tempo e constância, e nem todo mundo pode oferecer isso agora. Tudo bem. Tem muita coisa que você pode fazer por crianças e adolescentes acolhidos sem assumir um compromisso semanal.

Antes, um conselho honesto: se o momento não é bom, é melhor não começar o apadrinhamento afetivo do que começar e sumir. Para uma criança acolhida, um padrinho que desaparece pesa mais do que padrinho nenhum. Entender isso já é uma forma de cuidado.

1. Participar do apadrinhamento de Natal

Se o problema é a regularidade, a campanha de Natal pode ser o caminho. É temporária, tem começo e fim definidos, e para muitas crianças é a chance de viver as festas dentro de uma casa. Os requisitos e o credenciamento são os mesmos do programa contínuo, então convém se inscrever com antecedência.

Saiba mais na página da campanha e no guia como receber uma criança acolhida nas festas.

2. Oferecer o que você sabe fazer

Professor, dentista, psicólogo, instrutor de música, costureira, cabeleireiro, programador: quase toda habilidade pode ser útil para uma criança ou para uma instituição de acolhimento. É o que se chama de apadrinhamento prestador de serviços, explicado em tipos de apadrinhamento.

Se você tem algo a oferecer, fale com o CEVAM e conte o que pode fazer e com que frequência.

3. Ser voluntário no CEVAM

O CEVAM funciona com voluntários desde 1982. Além da equipe técnica, uma entidade precisa de gente em comunicação, eventos, organização de campanhas e apoio administrativo. No formulário de contato, escolha a opção "Ser voluntário(a)".

4. Levar o tema para a sua empresa

O ECA permite que empresas participem do apadrinhamento, colaborando com o desenvolvimento de crianças e adolescentes. Na prática, isso pode ser:

  • apoio institucional a programas como o Com Viver;
  • vagas de jovem aprendiz ou estágio para adolescentes que estão perto dos 18 anos;
  • cursos e capacitação;
  • campanhas internas, como as de Natal.

Se você trabalha com RH, responsabilidade social ou comunicação, vale levar a conversa adiante. Veja a página de parceiros.

5. Divulgar

Parece pouco, mas não é. Muita gente que hoje é padrinho do Com Viver chegou ao programa porque um amigo comentou. Um dos depoimentos no nosso site começa assim: uma madrinha que foi convidada por uma amiga.

Compartilhe este artigo, fale do programa no grupo da família, no trabalho, na igreja, na escola dos filhos. Você pode ser o motivo de alguém dar o primeiro passo.

6. Conhecer o serviço de família acolhedora

Muitas cidades têm serviços de família acolhedora: famílias que recebem em casa, temporariamente, crianças afastadas da família de origem, enquanto a Justiça decide o futuro delas. É um compromisso diferente do apadrinhamento, e com regras próprias. Informe-se na prefeitura ou na Vara da Infância da sua cidade.

7. Combater o preconceito

Quando alguém disser que "criança de abrigo dá problema", você pode explicar que essas crianças estão ali pelo que adultos fizeram com elas. Quando alguém confundir apadrinhamento com adoção, você pode indicar mitos e verdades sobre o apadrinhamento. Informação certa muda a forma como a sociedade olha para essas crianças.

Quer ajudar de algum desses jeitos? Deixe seu contato e conte o que você pode oferecer. A equipe do CEVAM responde.